A União Europeia, para tornar a proposta de legislação “Chat Control” mais neutra, tentou na mesma alterar subtilmente a definição de criptografia fim-a-fim.
A definição aceite pela comunidade científica e técnica e pela Global Encryption Coalition, lado a lado com a nova tentativa de definição introduzida pelo Parlamento Europeu.
| Definition | Common definition, including Global Encryption Coalition’s definition | European Parliament’s definition |
| (E2EE) end-to-end encryption | End-to-end encryption is any form of encryption in which only the sender and intended recipient can read the message. | E2EE is a form of encryption where data is encrypted on the sender’s device and can only be decrypted by the recipient’s device. |
| Source | https://www.globalencryption.org/resources/protect-yourself/ | https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2023/740248/EPRS_STU(2023)740248_EN.pdf |
À esquerda a definição de E2EE aceite geralmente. À direita a “nova” definição introduzida pelo Parlamento Europeu
A “nova definição” introduzida pelo Parlamento Europeu considera que se a mensagem for acedida em claro no “sender device”, apesar de depois ser transmitida pelo mesmo cifrada, de tal forma que só o “recipient device” lhe possa aceder em claro, ainda estamos perante criptografia fim-a-fim. A definição da comunidade científica e técnica especifica claramente que só o emissor (no limite a pessoa) e o recetor (no limite a pessoa) podem aceder à mensagem em claro e mais nenhuma terceira parte pode aceder à mensagem antes de esta ser cifrada. Um acesso antes de a mensagem ser cifrada é o que necessita a implementação de “client side scanning”.